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Cap. 03 - 3. Raízes e Tubérculos
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Beterraba
A beterraba vermelha (Beta vulgaris cruenta rubra) é uma
variedade de beterraba comum. A sua raiz grossa
a carnuda contém um suco vermelho sanguíneo.
Composição -- A beterraba apresenta um teor de hidrocarbonatos
de 6 a 9%, figurando entre eles sacarose, frutose
e rafinose; embora pese ao seu escasso teor em proteína
(de 1,10 a 1,8 %), a verdade é que
figuram nela os aminoácidos de grande valor
biológico: asparraguina, glutamina e glucocola,
e um excesso de bases, devido ao seu teor em potássio, sódio, magnésio e cálcio; também se conhece
a presença de dois metais raros (rubídio
e césio), cujo significado biológico
ignoramos completamente.
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Deve-se ter também presente o escasso teor vitamínico. Mas
tudo isto não nos diz grande coisa com respeito ao
verdadeiro significado alimentar, fisiológico e eventualmente
terapêutico deste vegetal, enquanto não tivermos
análises químicas mais minuciosas.
Propriedades e Emprego -- Temos de nos fiar por agora nas
aparências práticas quanto ao seu valor nutritivo e medicinal, e este fala-nos
até hoje de um efeito diurético, de eliminação de sais e de ácidos úricos, de
depuração e de renovação do sangue, assim como de excitação do estômago,
intestinos, fígado e vesícula. Qualquer pessoa pode sentir rapidamente estes
efeitos consumindo duas vezes por dia o suco cru acabado de fazer, numa
quantidade de 50 a 100 ml, antes das refeições. Suporta-se melhor diluído.
0 suco em cru e a salada de beterraba cozida servem para enriquecer a
alimentação de doentes, de circulação e do metabolismo, assim como na anemia.
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