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Cap. 04 - Condimentos


Manjerona

A manjerona (Origanum orana) pertence à família das Labiadas; é de origem africana. A manjerona necessita de um solo leve, mas nutritivo. E excelente o solo pantanoso ou semi-pantanoso No cultivo da horta, semeiam-se as sementes (que é melhor misturar com areia) em canteiros. Depois das geadas faz-se a transplantação para terreno livre, distanciando a planta 20 a 40 centímetros. Com bom tempo são possíveis duas colheitas em média. Nas zonas que oferecem perigo de geadas pode proceder-se à sementeira direta em sulcos, na primavera.

A capacidade germinativa é de 70 a 90%. A germinação produz-se na terceira semana. A quantidade de sementeira é de 100 g por are. A distância entre as filas deve ser de 25 centímetros.

 

o cultivo em campo aberto, sega-se com a foice toda a planta, antes de dar flor, a uns 5 centímetros do solo, e deixa-se secar em pequenos ramos no mesmo campo, fazendo-se a transladação alguns dias depois, para se estender numa camada ligeira ou dependurar-se em feixes até secar completamente.

As plantas cortadas não devem ficar expostas à chuva, porque perdem a cor e assim dificilmente se vendem. A colheita, por 100 m2, é de 24-32 quilos de planta seca. O terreno só pode voltar a semear-se de manjerona anos depois.

A manjerona é própria também para o cultivo em vasilhame ou caixotes, tanto mais que para uma família média bastam algumas plantas.

Cumpre observar o tempo da colheita, que é imediatamente antes de dar flor, porque a planta possui então maior' força como condimento. Os talos maiores e mais grossos separam-se, quer antes quer depois de secos. Se a separação tiver sido bem feita, a manjerona não deve apresentar manchas pardacentas. A conservação das folhas secas consegue-se nas melhores condições mediante recipientes fechados hermeticamente, para não se perder o aroma.

Composição e Propriedades -- As matérias ativas conhecidas até agora são: 3,5% de óleo essencial na planta seca, 4,5% de tanino, aloés e pentosanas. O óleo essencial contém 60% de óleo de terpineol e 40% de outros terpenos.

De acordo com os nossos conhecimentos e experiências atuais e por causa do seu teor de óleo essencial e de aloés, a manjerona contém:

1. Elementos dissolventes de mucosidades (expectorantes).

2. Elementos facilitadores da expulsão de água (diuréticos).

3.
Elementos que facilitam a expulsão de suor (diaforéticos).

4. Elementos reconstituintes do estômago (estomacais).

5. Elementos analgésicos para aplicação externa em neuralgias.

6. Elementos sedativos sobre o estômago e intestino (carminativos).

7. Elementos que aumentam a produção de leite nas mães lactantes.

Aplicações -- Como planta medicinal, a manjerona é um meio suplementar na debilidade digestiva, nas flatulências, cólicas gástricas e intestinais, nas regras defeituosas, nos transtornos na expulsão da urina e nos resfriados. Nas corizas crônicas e para o tratamento de feridas pode utilizar-se um ungüento de manjerona, tal como é preparado nas farmácias. É popular o emprego do óleo de manjerona nas varizes, na gota, no reumatismo e nas doenças glandulares.

Como especiaria, a manjerona possui forte cheiro aromático e pronunciado sabor de especiaria. Consome-se gostosamente como condimento nos purês de legumes, lentilhas e feijão, juntamente com tomilho e basílico, assim como para a confecção de molhos. Também não é rara a sua utilização em saladas e legumes, verduras cruas e regimes dietéticos. Deve, porém, ser empregada em pequenas doses, para não se notar excessivamente o seu sabor.

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