Apenas queremos dizer que o milho se presta para muitas finalidades, além
das mencionadas acima. Segundo Frederico Moreira, em Medicina
o que se utiliza do milho são os estigmas. Este cereal
contém, na sua barba ou estigma, sais de cálcio
e de potassa, glúcide, estereoma e ceras que o tornam
diurético e colagogo. «O grão contém»
-- segundo o mesmo autor, -- «glúcides, prótidos,
reína e lípidos. (...)Do milho se faz um xarope muito suavizante nos casos de defluxo
e rouquidão. Prepara-se da seguinte maneira: cozinhar
três ou quatro porções de grãos
de milho em dois litros de água, até reduzi-la
à metade, mexendo com um colher de pau. Deixar esfriar,
depois amassar e passar numa peneira fina. Põe-se de
novo ao fogo, brando, adicionando-se 750 g de açúcar,
em panela de cobre, e deixa-se engrossar até à
consistência de xarope.» -- As Plantas que Curam, pág. 219.
Em Arquivos Brasileiros de Nutrição, Tomo 8, no. 1, jan.-fev. de
1951, lemos o seguinte: «Considerando que o milho constitui o alimento de base
de vários grupos humanos, os autores recomendam o uso de dietas mistas,
compostas de milho e de leite desnatado em pó, ambos alimentos de custo pouco
elevado, como um meio ideal de suprir as necessidades de proteínas do organismo,
fornecendo-lhe os aminoácidos indispensáveis aos processos da nutrição.»
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